o FIM da Escuridão

Deus, Cristo e Caridade

Você muda de ares, de corte de cabelo, de endereço, de companhia, de cidade, de trabalho. Muda tudo. Então, você se enche de entusiasmo e parece ter uma energia inacabável. Tudo ganha novos contornos e você pensa: finalmente estou onde devia estar! Daí o tempo passa. O ar parece pesado, o corte de cabelo não assenta mais, o endereço não é dos melhores, as companhias revelam seus lados não bonitos, a cidade já não tem tantos atrativos, o trabalho parece mais do mesmo. Então, você se sente no vazio, sem força para nada. Tudo parece como era antes, ou até pior, e você pensa: preciso mudar tudo de novo! Talvez tenha faltado o aviso de que mudar é bom, mudar é ótimo, desde que a gente mude do jeito certo e as coisas certas. Muitas vezes o que precisa ser mudado é a nossa crença de que não pode haver vazios ou de que a gente precisa estar sempre se sentindo abarrotado para estar satisfeito. Podemos suportar um pouco de silêncio, de “não sei”, de simplesmente estar presente sem milhões de planos para o próximo passo, e isso é bom. Mudar a necessidade e a obrigação de estar sempre eufórico e sair bem na foto. Mudar o foco excessivo no externo e observar o mundo interno: o que estou precisando encarar dentro de mim? O que precisa de reparos, mudança e novos ares aqui dentro? O que estou relutando em encarar e que me faz dar procurar tantas coisas do lado de fora? Que fome real eu preciso aplacar? Mudar nossa tendência em encontrar culpados e pontos falhos, passar a enxergar o que há de bom, o que há de positivo, o que há de potencial. Mudar também o foco excessivo no próprio umbigo, ver que existem milhões de oportunidades, acontecimentos e vida latente ao nosso redor. Mudar a vibração que mantemos em cada situação e ambiente, escolher o tom, ao invés de ter de sempre recomeçar do zero quando algo não nos agrada. Experimentar começar de onde está. E se, antes de soar o alarme de incêndio, você simplesmente respirasse fundo e se perguntasse, esperando a resposta vir da parte mais profunda de si: o que eu realmente quero e do que preciso agora? Talvez a resposta até seja mudança de ares, mas aí já não será no ritmo de quem foge de um incêndio, mas sim de alguém que se prepara para uma jornada. Sem fuga, mas uma decisão de fazer uma passagem, onde se pode curtir cada passo da caminhada, sem a ânsia pelo pote de ouro ao final do arco-íris. Segredo a ser descoberto, que é a ironia de tudo, é que o pote de ouro costuma estar bem mais perto do que a gente imagina. Talvez nem seja bem o pote de ouro a recompensa, e sim o arco-íris ao longo do caminho. Mas a gente se distrai.

Você muda de ares, de corte de cabelo, de endereço, de companhia, de cidade, de trabalho. Muda tudo. Então, você se enche de entusiasmo e parece ter uma energia inacabável. Tudo ganha novos contornos e você pensa: finalmente estou onde devia estar! Daí o tempo passa. O ar parece pesado, o corte de cabelo não assenta mais, o endereço não é dos melhores, as companhias revelam seus lados não bonitos, a cidade já não tem tantos atrativos, o trabalho parece mais do mesmo. Então, você se sente no vazio, sem força para nada. Tudo parece como era antes, ou até pior, e você pensa: preciso mudar tudo de novo! Talvez tenha faltado o aviso de que mudar é bom, mudar é ótimo, desde que a gente mude do jeito certo e as coisas certas. Muitas vezes o que precisa ser mudado é a nossa crença de que não pode haver vazios ou de que a gente precisa estar sempre se sentindo abarrotado para estar satisfeito. Podemos suportar um pouco de silêncio, de “não sei”, de simplesmente estar presente sem milhões de planos para o próximo passo, e isso é bom. Mudar a necessidade e a obrigação de estar sempre eufórico e sair bem na foto. Mudar o foco excessivo no externo e observar o mundo interno: o que estou precisando encarar dentro de mim? O que precisa de reparos, mudança e novos ares aqui dentro? O que estou relutando em encarar e que me faz dar procurar tantas coisas do lado de fora? Que fome real eu preciso aplacar? Mudar nossa tendência em encontrar culpados e pontos falhos, passar a enxergar o que há de bom, o que há de positivo, o que há de potencial. Mudar também o foco excessivo no próprio umbigo, ver que existem milhões de oportunidades, acontecimentos e vida latente ao nosso redor. Mudar a vibração que mantemos em cada situação e ambiente, escolher o tom, ao invés de ter de sempre recomeçar do zero quando algo não nos agrada. Experimentar começar de onde está. E se, antes de soar o alarme de incêndio, você simplesmente respirasse fundo e se perguntasse, esperando a resposta vir da parte mais profunda de si: o que eu realmente quero e do que preciso agora? Talvez a resposta até seja mudança de ares, mas aí já não será no ritmo de quem foge de um incêndio, mas sim de alguém que se prepara para uma jornada. Sem fuga, mas uma decisão de fazer uma passagem, onde se pode curtir cada passo da caminhada, sem a ânsia pelo pote de ouro ao final do arco-íris. Segredo a ser descoberto, que é a ironia de tudo, é que o pote de ouro costuma estar bem mais perto do que a gente imagina. Talvez nem seja bem o pote de ouro a recompensa, e sim o arco-íris ao longo do caminho. Mas a gente se distrai.

“Disse-lhes, pois, Jesus, outra vez: Paz seja convosco.” (JOÃO, 20:21)

Muita gente inquieta, examinando o intercâmbio entre os novos discípulos do Evangelho e os desencarnados, interroga, ansiosamente, pelas possibilidades da colaboração espiritual, junto às atividades humanas. Por que razão os emissários do invisível não proporcionam descobertas sensacionais ao mundo? Por que não revelam os processos de cura das moléstias que desafiam a Ciência? Como não evitam o doloroso choque entre as nações? Tais investigadores, distanciados das noções de justiça, não compreendem que seria terrível furtar ao homem os elementos de trabalho, resgate e elevação. Aborrecem-se, comumente, com as reiteradas e afetuosas recomendações de paz das comunicações do Além-Túmulo, porque ainda não se harmonizaram com o Cristo. Vejamos o Mestre com os discípulos, quando voltava a confortá-los, do plano espiritual. Não lhe observamos na palavra qualquer recado torturante, não estabelece a menor expressão de sensacionalismo, não se adianta em conceitos de revelação supernatural. Jesus demonstra-lhes a sobrevivência e deseja-lhes paz. Será isso insuficiente para a alma sincera que procura a integração com a vida mais alta? Não envolverá, em si, grande responsabilidade o fato de reconhecerdes a continuação da existência, além da morte, na certeza de que haverá exame dos compromissos individuais? Trabalhar e sofrer constituem processos lógicos do aperfeiçoamento e da ascensão. E que atendamos a esses imperativos da Lei, com bastante paz, é o desejo amoroso e puro de Jesus Cristo. Esforcemo-nos por entender semelhantes verdades, pois existem numerosos aprendizes aguardando os grandes sinais, como os preguiçosos que respiram à sombra, à espera do fogofátuo do menor esforço.

“Disse-lhes, pois, Jesus, outra vez: Paz seja convosco.” (JOÃO, 20:21)

Muita gente inquieta, examinando o intercâmbio entre os novos discípulos do Evangelho e os desencarnados, interroga, ansiosamente, pelas possibilidades da colaboração espiritual, junto às atividades humanas. Por que razão os emissários do invisível não proporcionam descobertas sensacionais ao mundo? Por que não revelam os processos de cura das moléstias que desafiam a Ciência? Como não evitam o doloroso choque entre as nações? Tais investigadores, distanciados das noções de justiça, não compreendem que seria terrível furtar ao homem os elementos de trabalho, resgate e elevação. Aborrecem-se, comumente, com as reiteradas e afetuosas recomendações de paz das comunicações do Além-Túmulo, porque ainda não se harmonizaram com o Cristo. Vejamos o Mestre com os discípulos, quando voltava a confortá-los, do plano espiritual. Não lhe observamos na palavra qualquer recado torturante, não estabelece a menor expressão de sensacionalismo, não se adianta em conceitos de revelação supernatural. Jesus demonstra-lhes a sobrevivência e deseja-lhes paz. Será isso insuficiente para a alma sincera que procura a integração com a vida mais alta? Não envolverá, em si, grande responsabilidade o fato de reconhecerdes a continuação da existência, além da morte, na certeza de que haverá exame dos compromissos individuais? Trabalhar e sofrer constituem processos lógicos do aperfeiçoamento e da ascensão. E que atendamos a esses imperativos da Lei, com bastante paz, é o desejo amoroso e puro de Jesus Cristo. Esforcemo-nos por entender semelhantes verdades, pois existem numerosos aprendizes aguardando os grandes sinais, como os preguiçosos que respiram à sombra, à espera do fogofátuo do menor esforço.

Dentre as forças curativas presentes e disponíveis no universo afetivo do ser humano, uma da mais belas e fortes é a amizade. Conjugação de afetos, partilhas, interesses e afinidades, a amizade é a presença da fraternidade. Manifestação de amor destinada a sustentar e fortalecer os corações nas lutas de melhoramento e crescimento. O processo evolutivo é pessoal e intransferível. Espírito algum conseguirá alcançar os cumes da espiritualidade e vida maiores sem passar pela porta estreita do sacrifício e testemunhos pessoais na ação da vontade do belo e do bem em si. No entanto, apesar do esforço individual, alma nenhuma chegará aos cumes da autossuperação e do autodomínio sem o amparo de almas afins, que lhe auxiliem no direcionamento das energias e no enfrentamento emocional perante as lutas. Flor divina no jardim dos afetos, a amizade celebra a vida e permite ao ser a movimentação energética adequada no sentido da troca e da partilha, permitindo tanto a cura do outro quanto a de si mesmo, nesse processo de doação e acolhimento amoroso. Quando a alma, vencida pelos temores, defesas psíquicas ou traumas, fecha-se à troca com o outro, frequentemente guiada e comandada pelo egoísmo, cerra as portas da alma à fluência das energias salutares que lhe vitalizariam o coração e o psiquismo, obstruindo o fluxo do sentimento e do raciocínio, facilitando ao ser a instalação e desenvolvimento de processos depressivos, angustiosos e ansiosos, longos e complexos. Abrir o coração para a amizade, celebrando a vida em profusão, é medicação segura para o refazimento interior, possibilitando ao ser a vitalização da alma.A amizade é uma das expressões do amor e o seu exercício, do nível micro ao macro, permite ao ser exercitar-se no despertar do divino em si. Graças à amizade, inspirada na cooperação, muitas almas se desdobram céleres e operosas, a socorrer em nome do amor aqueles que lutam nas provas reeducativas de todo dia. É sempre útil a medicação das substâncias que aliviam o enfermo, mas fundamental é a construção de laços afetivos profundos, pela superação do egoísmo, construindo pontes de amizade que possam nutrir o ser profundo, divino, com a esperança e a fortaleza em sua marcha de progresso e crescimento contínuos.

- Irmã Bernadete

Mensagem psicografada por Andrei Moreira em reunião mediúnica da Amemg no Hospital Espírita André Luiz, em 27 de junho de 2011.
do livro “Autoamor e outras potências da alma” (Ame Editora)

Dentre as forças curativas presentes e disponíveis no universo afetivo do ser humano, uma da mais belas e fortes é a amizade. Conjugação de afetos, partilhas, interesses e afinidades, a amizade é a presença da fraternidade. Manifestação de amor destinada a sustentar e fortalecer os corações nas lutas de melhoramento e crescimento. O processo evolutivo é pessoal e intransferível. Espírito algum conseguirá alcançar os cumes da espiritualidade e vida maiores sem passar pela porta estreita do sacrifício e testemunhos pessoais na ação da vontade do belo e do bem em si. No entanto, apesar do esforço individual, alma nenhuma chegará aos cumes da autossuperação e do autodomínio sem o amparo de almas afins, que lhe auxiliem no direcionamento das energias e no enfrentamento emocional perante as lutas. Flor divina no jardim dos afetos, a amizade celebra a vida e permite ao ser a movimentação energética adequada no sentido da troca e da partilha, permitindo tanto a cura do outro quanto a de si mesmo, nesse processo de doação e acolhimento amoroso. Quando a alma, vencida pelos temores, defesas psíquicas ou traumas, fecha-se à troca com o outro, frequentemente guiada e comandada pelo egoísmo, cerra as portas da alma à fluência das energias salutares que lhe vitalizariam o coração e o psiquismo, obstruindo o fluxo do sentimento e do raciocínio, facilitando ao ser a instalação e desenvolvimento de processos depressivos, angustiosos e ansiosos, longos e complexos. Abrir o coração para a amizade, celebrando a vida em profusão, é medicação segura para o refazimento interior, possibilitando ao ser a vitalização da alma.
A amizade é uma das expressões do amor e o seu exercício, do nível micro ao macro, permite ao ser exercitar-se no despertar do divino em si. Graças à amizade, inspirada na cooperação, muitas almas se desdobram céleres e operosas, a socorrer em nome do amor aqueles que lutam nas provas reeducativas de todo dia. É sempre útil a medicação das substâncias que aliviam o enfermo, mas fundamental é a construção de laços afetivos profundos, pela superação do egoísmo, construindo pontes de amizade que possam nutrir o ser profundo, divino, com a esperança e a fortaleza em sua marcha de progresso e crescimento contínuos.

- Irmã Bernadete

Mensagem psicografada por Andrei Moreira em reunião mediúnica da Amemg no Hospital Espírita André Luiz, em 27 de junho de 2011.
do livro “Autoamor e outras potências da alma” (Ame Editora)

Amigo é um irmão que não partilha dos mesmos laços sanguíneos, mas sim de um único e verdadeiro Pai!

Amigo é um irmão que não partilha dos mesmos laços sanguíneos, mas sim de um único e verdadeiro Pai!